Bolsa de Mercadorias - Definição
Mercado centralizado para transações com mercadorias, sobretudo os produtos primários de maior importância no comércio internacional e no comércio interno, como café, açúcar, algodão, cereais etc. (as chamadas commodities). Realizando negócios tanto com estoques existentes quando com estoques futuros, as bolsas de mercadorias exercem papel estabilizador no mercado, minimizando as variações de preço provocadas pelas flutuações da procura e reduzindo os riscos dos comerciantes. Com a expansão do comércio internacional no fim da Idade Média, surgiram nos séculos XV e XVI grandes corporações de comerciantes e banqueiros que criaram as primeiras bolsas propriamente ditas: a de Bruges, em 1487; a de Antuérpia e a de Amsterdã, em 1561; as Lyon, Bordeaux e Marselha, em 1595; a de Paris, em 1639. Essas bolsas tiveram influência no extraordinário crescimento do capitalismo comercial dos séculos XVI e XVII. Na atualidade, as mais importantes bolsas de mercadorias do mundo são as de Chicago, Nova York e Londres; suas cotações regulam os preços de Mercadorias do Rio de Janeiro, inaugurada em 1912 e na qual se faziam negócios de café, açúcar e algodão. Desativada no ano seguinte, em 1920 foi substituída pela Bolsa de Café, que servia também para transações de açúcar e algodão. Em 1913, o governo do Estado de São Paulo criou a Bolsa de Café de Santos. E, em 1917, abriu-se a Bolsa de Mercadorias de São Paulo.
Fonte: Dicionário de Economia e Administração - Paulo Sandroni

