20 de novembro, dia da Consciência Negra –
A emancipação do oprimido é obra do próprio oprimido!
Após a substituição quase que total da mão de obra escrava por trabalhadores da Europa, os escravos, isto é, os africanos foram libertos de seus algozes. Livres, poderiam recomeçar uma nova história de suas vidas, mas infelizmente esta história até o presente momento, é marcada por preconceitos velados e muita intolerância.
Não adianta o governo, o Estado gerar “cotas” para mascarar a condição de exploração e opressão que os afrodescendentes são submetidos. Aliás, a discriminação no capitalismo não é uma discriminação contra uma etnia e sim pelas relações econômicas, onde os pobres, não importando a tonalidade de pele, sofrem discriminação, opressão e são cada vez mais explorados.
Os trabalhadores escravos geraram uma enorme riqueza aos latifundiários exploradores, aos fazendeiros inescrupulosos que sugaram as forças produtivas de milhares de pessoas. Quando uma princesa forjando benevolência e humanidade, assina um termo de liberdade, a famosa Lei Áurea, redime os fazendeiros e escravocratas de seus débitos com estes trabalhadores e as gerações que padeceram nas piores condições de vida que pode chegar um ser vivo. Os massacres, castigos, dores infligida a estes homens e mulheres faz com que o holocausto judeu pareça brincadeira de criança.
É inadmissível que isso se apague com uma data e que estas violências sejam esquecidas. É necessário que isso esteja presente, é necessário que a liberdade e justiça se mantenham vivas, como se manteve nos quilombos, aonde realmente os escravos conseguiam a sua liberdade graças as suas próprias forças e tinham o que a Lei Áurea não deu: dignidade de serem humanos de fato livres e com igualdade!
É o recado que deixaram as gerações futuras, se queremos ser realmente livres, não esperemos ganha-la, devemos lutar para conquista-la como fizeram os quilombolas, dando mostras de coragem, bravura e dignidade frente a um opressor e explorador cruel e covarde.
Também devemos pensar na devolução das riquezas roubadas das gerações de trabalhadores escravos aos seus descendentes, é o mínimo pelo dano perpetrado aos povos que foram escravizados para sustentar o capitalismo inicial dos quatro últimos séculos.
A exploração escrava continua, o trabalho assalariado é a sua extensão, devemos pensar na solidariedade oprimida como resposta a altura do jugo dos ladrões exploradores (grandes fazendeiros, banqueiros, especuladores financeiros, donos de empresas etc).
A luta pela liberdade de fato continua por todos e para todos.
Unidos, lutamos!
Na construção do sindicalismo revolucionário e do socialismo libertário!

