Sindivários Campinas

Associa!!!

ESPECIFÍSMO E O NEO-ANARQUISMO


    Acharia desnecessária a construção de um documento como esse, caso não existisse a incompreensão, por parte de alguns companheiros inseridos na lógica anarquista hoje em dia, acerca de outras tendências do anarquismo com inserção na base social, não necessariamente denominada organização especifísta.

    O que temos, vindo dessa tendência desenvolvida a partir de uma vanguarda revolucionária dos anos 20, criada com bases numa plataforma construída em uma reunião que não foi concluída por invasão da polícia e apreensão dos representantes anarquistas dos principais grupos mundiais da época, é um reformismo anarquista onde, por desconsiderarem a organização espontânea existente dentro das fábricas e lavouras na Rússia, bem como na Espanha, França, Alemanha, Itália, nas décadas passadas, feita por indivíduos não centralizados em uma sigla qualquer, seja esse o principal fator da derrota do projeto anarquista.

    Essa acusação é simplista e reducionista sobre no mínimo dois aspectos. Primeiro por, obviamente, não reconhecer o esforço, alcance e mudanças existentes no mundo de hoje, da construção de indivíduos anarquistas que através da afinidade, consideração, liderança e respeito conseguiram realizar os levantes que hoje temos como exemplo e inspiração.
Esses indivíduos, que ao mostrar ao planeta que não é necessário os velhos e caducos meios de organização, tais como partidos políticos, provaram que a organização classista do trabalhador e não organizações prontas para agir pelos trabalhadores, em torno da pauta dos explorados, mostra-se a única forma real de destruição do Estado.
Segundo, esquecem que a derrota não veio da falta de uma plataforma a seguir, da falta disciplinar entre os militantes, falta de responsabilidade coletiva. Não, não foi daí que surgiu a derrota. Devemos lembrar da traição vinda dos partidos políticos que dado momento aliou-se ao inimigo burguês, pois enxergava o trabalhador como uma ameaça maior aos seus planos. Também precisamos entender que o trabalhador emancipado é o fim dos representantes políticos do povo.

    Sobre esses dois aspectos esclarecidos, colocamos em duvida a criação de um partido anarquista. Essas siglas que tem apenas intensão de disputar os movimentos sociais, sindicatos aparelhados, com as mesmas ferramentas que esses traidores da esquerda, historicamente, um dia, apunhalaram o levante popular. Aqui apontamos o neo-anarquismo como um projeto que tenta, fracaçosamente, revisionar a organização espontânea e verdadeiramente autêntica da diversidade política, da organização popular tendo em vista o aniquilamento de outras tendências anarquistas, mesmo de cunho social, em detrimento da soberania da organização especifista na disputa do proletariado, do centro dos movimentos sociais, com a esquerda reformista.

    Temos enxergado o especifismo, desde a sua criação, o viés sectário no quesito diversidade, onde numa desesperada tentativa em organizar anarquistas num movimento institucionalizado / centralizado, reforça assim o preconceito que muitos de nós entendemos "organização", estar submetido a chefes, organismos autoritários verticalizados, centralizadores, que sufoca toda livre iniciativa. Ao invés de estarem estimulando maior desejo por organização no meio libertário.

    Apontam a falta de eficiência como argumento primordial é execração das tendências diversas no anarquismo. Acham-se dentro do projeto e plataforma especifista, a única alternativa palpável para o alcance da emancipação proletária. Essa organização é autoritária por dividir atuação da política. Uma comissão executiva que dirige ideologicamente os grupos em conformidade com a estratégia geral especifista.
   
    Entendemos isso não como anarquismo, mas sim como governo e igreja. A prática de excomungar aqueles que não aceitam o programa específico é a mesma quando se aponta reunir numa mesma organização elementos sadios do movimento anarquista, tendendo é claro, a julgar sadios apenas aqueles que engolem sua plataforma especifista.


       (por Gustave de O.)
Construindo o Movimento Libertário Brasileiro no Paraná

Associa-te a COB-AIT e luta!

 Informes

Especifismo e o neo-anarquismo


A defesa da AIT e do anarco-sindicalismo


A Voz do Trabalhador - Março/Abril 2009

A Plebe Campinas 27 - Março de 2009

História da Associação Internacional dos Trabalhadores

20 anos dos núcleos pró-COB/AIT - entrevista com Jaime Cubero

Fevereiro Anti-Fascista, lute contra o fascismo e a ignorância!

Fevereiro Anti-fascista 2009

A Plebe Campinas - Fevereiro 2009
número 26
Fevereiro Antifascista!

Entrevista com Diego Gimenez Moreno, militante da juventude libertária e da CNT-FAI em 1936

Imagens - Ato contra Invasão da Faixa de Gaza, dia 09 de janeiro, Campinas/SP

100 anos de lutas:
I Congresso Operário Brasileiro e fundação da COB

Um rio de sangue na Palestina

O valor educativo da assembléia - parte dois

Aos Trabalhadores - texto de 1907

Carta de Princípios Núcleo COB/AIT Goiás

Crise... Que Crise?

O valor educativo da assembléia

Urgente! Pedido de Solidadariedade aos Trabalhadores em Bangladesh!

Emma Goldman - 1868 - 1940

Uma perspectiva histórica da FOSP - Memória Operária

Filhos do Povo - Letra da música em português


Sítio do Sindicato de Artes e Ofícios Vários de Campinas - FOSP COB AIT-IWA
Copyleft para Sindivários Campinas - 2009
Lincença CC
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons