Sindicalismo
Revolucionário “Corrente
pequeno-burguesa semi-anarquista, que surgiu no movimento operário duma
série de países da Europa Ocidental no fim do século XIX. Os
sindicalistas negavam a necessidade da luta política da classe
operária, o papel dirigente do partido e a ditadura do proletariado.
Pensavam que os sindicatos, pela via da organização de uma greve geral
operária sem revolução, podiam derrubar o capitalismo e tomar nas suas
mãos a direção da produção.” Fonte: Lenin - Obras Escolhidas em 3 Tomos.
Uma definição limitada acima revela a tendência de conhecimento e a má
fé do escritor. Naquele ponto, estava preocupado em desobstruir
e mover os obstáculos que tinha à sua frente e à sua concepção do que
seria o processo revolucionário (um partido único controlando o Estado
e o aniquilamento de todos que forem contra, mesmo que aliados).
O que Lênin não expõe é que o sindicalismo revolucionário já estava
ligado a 1ª Internacional e entendia ser parte do processo
revolucionário de transformação da sociedade, da abolição das relações
de exploração e opressão. Não negava a luta política, só era contra o
modelo parlamentar (da 2ª Internacional em diante, muito difundida pela
“social-democracia”, que eram os marxistas que se apropriam de um termo
usado primeiro por Bakunin em seu grupo de afinidade, Aliança da Social
Democracia, grupo de defesa da 1ª Internacional em princípios de
federalismo e descentralismo e total autonomia dos grupos vinculados a
AIT). Conseqüentemente se opunham a uma ditadura de qualquer classe
sobre outra e a formação de partidos proletários, por entrarem no
sistema e tornarem a luta revolucionária, uma luta reformista. A
questão da greve geral era uma concepção revolucionária e estava sim
agregado a um conceito de ocupação e autogestão dos meios de produção,
retomando a produção após a expulsão dos patrões, diretores, chefias e
todos que controlam a produção no modelo capitalista.
Isso será feito “sem revolução”?
Má fé do senhor Lênin com toda razão!
Isso foi tão importante que ele próprio e o bolcheviques se
aproveitaram das ocupações de fábricas e dos “sovietes”, que nada mais
era de que “assembléias populares” onde, de forma coletiva, orientava e
geriam as ações e as produções. Os bolcheviques assumiram os cargos
controladores dos sovietes e começaram a dirigi-los, transformando em
aparelhos do partido, acumulando poder que logo foi virado contra o
povo russo, que sofreu com uma “ditadura proletária” do partido
comunista russo, tendo Lênin como o primeiro ditador, Trotsky como seu
algoz e chefe do exército vermelho que não só defendeu contra as forças
da burguesia, como erradicou e mandou fuzilar milhões de
revolucionários por não agirem como eles queriam (veja Kronsta e a
Comuna Golai-Poule, na Ucrânia). Stalin só continuou as ações iniciadas
pela "Ditadura do Proletariado", massacrando o próprio povo russo e se
aliando até com Hiltler e Mussolini.
Sítio
do Sindicato de Artes e Ofícios
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