

Sobre a Greve dos Trabalhadores Municipais de Campinas
Foi
o descontentamento com a atual administração (coligação de partidos
como PDT, PT, PcdoB, PV etc) e não o desempenho da diretoria
sindical “oficial e legal” que levaram os trabalhadores a uma greve de
20 dias, onde as velhas práticas sindicais prevaleceram por parte da
diretoria (o aparelhamento por partidos na forma de apoios
superficiais, o uso do palanque por partidos e políticos que são a base
da administração como o PT e o PcdoB).
O resultado disso foi o
casamento entre ambas as partes, entregando aos funcionários e a
população um acordo que não chega a repor as perdas inflacionárias do
trimestre e ainda serão obrigados a repor os dias parados, porque a
intenção é a punição dos funcionários grevistas.
As jogadas do
administração brizolista do Dr. Hélio eram de colocar o movimento como
abusivo e colocar a população contra o movimento, apelando para os não
atendimentos. Outra estratégia que usaram foi levarem a discussão
trabalhista para a justiça civil em vez da justiça do trabalho,
querendo não só avaliar a legalidade da greve, mas para criminaliza-la
penalmente através de juizes próximos da administração, com vários
processos contra os grevistas, que para eles eram “faltosos” e “seriam
despedidos por justa causa”.
Por outro lado, tendo a direção
sindical “oficial” tempo e recursos para preparar ações diretas,
formação e informação dos trabalhadores e da própria população, fizeram
o que estamos acostumados a ver, chamamentos de última hora e depois é
que pensaram em fazer os necessários informativos para os trabalhadores
e a população.
Nos palanques subiam qualquer grupo político e
todos falavam as mesmas coisaa, discursos vazios, sem muito efeito,
porque não refletiam as necessidades de nossos companheiros de luta.
Fato de nota foi que no mesmo palanque estavam a CUT, Intersindical e
Conlutas, que em raros momentos fizeram alguma crítica entre si, para
serem simpáticos.
Enquanto isso ocorria, nos locais onde o
sindicalismo revolucionário atuava, não só foi feito piquetes (mas sem
impedir a entrada ou saída de ninguém), como conseguimos adesão de 90%
dos funcionários para a greve, além do apoio da população local,
justamente por falarmo de forma aberta a situação de nossa classe, da
população, que afinal somos parte e como os partidos e políticos
continuam a priorizar seus interesses primeiro, mantendo o modelo de
opressão e exploração econômico, político, social e cultural.
O
caminho para sair dessa situação: a ação direta e autogestão dos
espaços públicos, das fábricas, dos campos, por bem estar e liberdade.
E
isso não foi o trabalho em 20 dias apenas, o núcleo FOSP-Campinas, é
ação de outra forma de fazer sindicalismo, em nossa classe, por nossa
classe e para nossa classe, por nossa emancipação de quem oprime e
explora.
Na construção do comunismo libertário através do sindicalismo
revolucionário!