
O sindicalismo pelego e fascista
O sindicalismo oficial atual é o resultado de décadas da ação
repressora do Estado, fiel escudeiro e o servo mais leal dos patrões. E
isso impregnou os trabalhadores de tal modo que o sindicalismo se
tornou fonte de desconfiança e de desilusão de nossa classe.
Ela está certa, o sindicalismo oficial, legal submisso ao Ministério do
Trabalho apenas atrela os trabalhadores a práticas reformistas,
corporativistas e sempre disposta ao interesse dos patrões. Existem
alguns que acreditam que o MT consiga ser uma agente neutro e mediador
das disputas entre patrões e trabalhadores, o que é uma ilusão. O MT é
formado pela classe dirigente, pelos patrões que possuem livre acesso a
todos os departamentos, secretárias e ministérios do governo.
Se essa estrutura conservadora fascista não bastasse, temos nas
fileiras de nossa classe, os partidos e grupos que se dizem
revolucionários e que não passam de amortecedores da luta de classes.
Desviam a luta e tornaram o processo parlamentar um meio para sua
existência, traindo e enganando vergonhosamente nossa classe,
submetendo-a a espera do sentenciado por sua execução, já que mantém o
sistema o alimenta de 2 em 2 anos com mentiras e engôdos, mantendo os
oprimidos e explorados em sua misera existência.
É preciso romper com o modelo fascista sindical, que é atrelado ao
Ministério do Trabalho e criar instâncias de luta direta e sem
intermediários estatais. Essa forma de fazer sindicalismo é
revolucionária e garante que os trabalhadores tenham controle sobre o
processo emancipatório. Cabe atuarmos em nossos ramos de trabalho e
promover o conhecimento desse modelo de fazer o sindicalismo, que rompe
com a lógica do capital que vêm sugando cada vez mais nossa classe.